menina infinito!

Postado em Agosto 9, 2008

Os saudosos leitores da revista Mosh devem se lembrar daquela personagem gordinha e moderninha que figurava por suas páginas. Quem nunca leu agora tem uma boa oportunidade para conhecê-la. Mônica é a Menina Infinito, uma garota tipicamente urbana que toca sua vida cercada do universo pop, no álbum recém lançado de Fábio Lyra.

Há alguns anos os quadrinhos brasileiros tem vivido um período interessante. Álbuns de diversos estilos e de boa qualidade saindo e encontrando espaço até em grandes livrarias. Não pesquisei o suficiente para saber se é o caso de Menina Infinito, mas encontrá-lo para comprar não deve ser difícil.

Claramente influenciado por artistas norte-americanos como Daniel Clowes e Terry Moore, Menina Infinito tem mais pé no chão, o que indica a influência do inglês Nick Hornby. Aliás, Hornby dá o tom básico do que se esperar de Menina Infinito, se você gostou de Alta Fidelidade, não há como dispensar esse quadrinho.

Mônica é uma garota moderninha, no estilo pós-punk anti-hippie e anti-emo como tantas que permeiam as grandes cidades do Brasil e do Mundo. Ela tenta segurar um emprego por tempo suficiente para saciar seus desejos de consumo de cultura pop enquanto troca confidências e se diverte com seus amigos. Fã de Amélie, ela não declara, mas se comporta como aqueles que acreditam no mantra “você é o que você gosta”.

Não há nada de fantástico em sua vida, nem de recriminável. Mônica e seus amigos não são perfeitos, mas também não são excessivas, embora Mônica saiba do que gosta e do que quer, não sabe bem o que ser. Um retrato sem julgamentos dos jovens adultos atuais, ela pode ser tanto uma filhinha de papai de 17 anos, como uma batalhadora de 25.

O quadrinho em si é executado muito bem, apesar de um pequeno erro de continuidade que percebi, existe bastante atenção à detalhes, inserindo referências pop à rodo sempre que possível. Não há pressa em contar a história ou textos em excesso (um problema em quadrinhos desse tipo).

O grande mérito de Menina Infinito é mostrar que existe diversidade nos quadrinhos brasileiros, algo além da profusão de clones de mangá ou poesias visuais auto-indulgentes. Algo de semelhante ao trabalho dos gêmos Fabio Moon e Gabriel Bá.

Mas há um perigo aqui. Fábio Lyra pode tomar diversos caminhos a partir desse ponto. Seria interessante vê-lo trabalhar outros universos, mesmo que com a mesma personagem. Caso haja continuação para o universo de Mônica, seria bom ver a personagem evoluir ou lidar com outras questões além dos meninos da vez ou em que apartamento morar. E obviamente Lyra é capaz disso, como demonstrou sua participação no álbum “Irmãos Grimm em Quadrinhos”, basta explorar a capacidade.

Veja mais sobre Menina Infinito no site oficial (há um preview em PDF para baixar)

OBS: Soltei essa crítica também no Overmundo e na minha comunidade Quadrinhos BR. Dê um pulo na comunidade para ver a promoção e ganhar uma cópia. A Promoção já acabou, super rápido! Quem levou foi o Sean.

mimos do yahoo!

Postado em Agosto 4, 2008

Meu fim de semana foi raptado pelo Yahoo! Para começar, na sexta participei com alguns amigos da FlickrNight. Quando vi pela primeira vez sobre o FlickrDay fiquei morrendo de inveja daqueles que participaram. Ainda mais considerando que adoro o Flickr e seus recursos, chegando a ficar indignado com quem tem e não usa direito.

consolation

A participação na FlickrNight era aberta. Não havia um seleto grupo de fotógrafos convidados especialmente pelo Yahoo! e todo esse lance conspiratório. Para entrar na brincadeira bastava ir ao grupo do Flickr e mandar um e-mail. Quem mandasse antes de esgotarem as vagas da festa estava dentro, simples assim.

Claro que um tal grupo seleto devia ter lugar garantido. Mas até aí não é obrigação alguma do Flickr me fornecer festas. O evento não foi alardeado na home do Yahoo! Mas sua realização não era segredo, para ficar sabendo bastava já ser uma pessoa que fuça e descobre. Houve badulaques: camiseta, botton, limpador de lentes e uma sacola de feira (?).

pink globe
Nesta parede havia uma foto minha.

Domingo foi a vez do Yahoo!Posts. O evento de lançamento do novo projeto do qual meu outro blog, o Orientalize, faz parte. A localização do evento me deixou com a pulga atrás da orelha: O Estádio do Pacaembu. Fui na esperança de uma pelada blogueira, que infelizmente não aconteceu. Apenas uma apresentação do projeto em um clima descontraído, muito bate-papo e comes e bebes. Apenas pisamos na grama e posamos para uma foto, além de fazer palhaçadas.

barreira feliz
Isso era pra ser uma barreira, mas não sei quem faz barreira assim

O mimo da vez foi a camiseta com seu nome e o do blog estampados, como um time de futebol (com mais de 100 jogadores). Além dos comes e bebes, massagistas na volta ao vestiário (das quais não usufrui por preguiça de pegar fila), brincadeiras com os pufes e o tapete de campo de futebol. Também fui “convidado” a fazer embaixadinhas, provavelmente o maior vexame do evento, o vídeo, se publicado, merece ir para alguma galeria de FAIL. Entre os presentes, alguns conhecidos reais, outros virtuais e mais alguns completos estranhos.


Se esse blog é no15, o Orientalize só pode ser 16.

Para quem não sabe o que é Yahoo!Posts ainda, o projeto entrará no ar a partir de quarta-feira. Será uma área nova de conteudo do Yahoo!Brasil onde há uma coleção de chamadas para posts de destaque em blogs pré-selecionados. Dependendo da qualidade do post, chamadas na Home também podem acontecer. O critério para seleção dos blogs não foi revelado e no futuro pretende-se agregar mais blogs. Para entender melho, sugiro este post do Knuttz.

this magic moment

Postado em Julho 22, 2008

Vi essa galeria de fotos tiradas no momento certo numa dica do Pristina. Foi então que a Renata lembrou de uma foto minha que caberia nessa galeria. De fato, segue abaixo.

auto-censura [swimmers]

aprendendo a falar com wall-e

Postado em Julho 9, 2008

Nem preciso dizer o quanto Wall-E é sensacional. Se estiver buscando uma crítica detalhada, existe um site novo, chamado Google, onde é possível procurar isso. Mas com certeza é o melhor filme da Pixar e tem grandes chances de ser o filme do ano.

Alguns pontos fortes estão a fotografia sensacional e a animação impecável que já estamos acostumados a receber da Pixar. É também o primeiro filme do estúdio a utilizar atores reais mesclados à animação. Além disso tem o mérito de ser um filme de grande orçamento com pouquíssimas falas, e as que existem são de pequena relevância para a história principal (algo que eu sonhei seria o ideal para um verdadeiro filme de Alien vs Predador).

O curioso é que muitas pessoas saem do cinema direto para a loja de brinquedos comprar logo um bonequinho ou qualquer outra bugiganga ligada ao filme. E embora eu confesse que sejam muito legais, acredito que como já falei no caso de Clube da Luta, tal atitude vá de encontro ao que vemos na tela.

Mas o que eu queria realmente falar nesse post é o equívoco pronuncial que ouvi quase todas as vezes em que alguém me recriminou por ainda não ter visto o filme. O próprio nome dele - inúmeras vezes Wall-E é pronunciado como “wauy”, quando na verdade é “wally”. Vamos a uma tosca, mas importante, aulinha de pronuncia em inglês e português.

Em ambas as línguas, palavras terminadas em “l” ainda têm som de “l”. O “l” não está dublando um “u” por pura frescura ou motivos estéticos. O “l” fica mesmo um pouco dissolvido e muitas vezes difícil de distinguir, e embora de fato atropelemos esse detalhe no dia a dia, em algumas palavras ela faz grande diferença.

Por exemplo: No inglês, “fell” tem pronuncia e significado completamente diferentes de “few”. Assim como no português, “tel” (que embora seja uma abreviação, acabou caindo na boca do povo) e “teu”. Wall-E é assim também. Antes que alguém sem imaginação diga: “então porque não deram o nome de Wally pro robô de uma vez?” - eu digo, pra dar uma apimentadinha.

É como “mal”. Se acrescermos um “a” ao final, teremos “mal-a”, ou simplesmente “mala”

raposa por lebre

Postado em Julho 1, 2008

Do TeleSéries

Nem toda data é comemorativa. Há um ano atrás, no dia 1º de julho de 2007, o canal Fox foi protagonista de um dos acontecimentos mais absurdos da história da TV paga do Brasil. Movido por interesses comerciais, o canal simplesmente deixou na mão uma significativa parcela de seus assinantes, acostumados a assistirNip/Tuck, 24 Horas e Bones com áudio original e legendas em português. Passou a dublar todo o seu horário nobre, da noite para o dia, sem aviso prévio, sem consulta, sem dar nenhuma alternativa ao telespectador. seriados como

De lá pra cá, tudo o que o canal ofereceu ao seu assinantes foi um remendo. Ainda assim, um remendo ruim. Apenas os assinantes de algumas operadoras conseguem hoje trocar o áudio e habilitar legendas para assistir aos programas do canal – sendo que, muitas vezes, quando tem acesso a este opção, assistem programas com legendas mal feitas, fora de sincronia ou mesmo de episódios trocados.

Neste dia 1º de julho, diversos weblogs estão unidos para lembrar esta data – o canal pode ter esquecido do que fez, mas nós não esquecemos.

motomix 2008

Postado em Julho 1, 2008


slammin’ [metric], originally uploaded by f_mafra.

Só pra tentar bombar mais minha super foto estou postando-a no blog. O Motomix foi animal, quem não foi, perdeu. E quem não foi porque acha que show de graça sempre lota de mané, é mané. Talvez eu escreve mais sobre isso e as atrações internacionais aqui, mas caso isso não aconteça, deliciem-se com minha colaboração no Overmundo.

a vida precisa de regras…

Postado em Junho 30, 2008

Eu amo a web 2.0, mídia social e essa coisa toda. Mas algo que tem me deixado frustrado recentemente é ter que lembrar um zilhão de senhas. Ter apenas algumas senhas “padrão”, por mais complexas que sejam, não é o suficiente, e chega uma hora que você fica tentando umas cinco senhas diferentes em sites que não costuma acessar tanto. Além do mais, só uma senha padrão é pedir pra se fuder, já que se alguém descobri-la, você estará perdido. E não adianta só seguir as recomendações do banco e não anotar todas as senhas ou não falar pra ninguém, pois nem sempre são pessoas que descobrem.

Assim, não lembro quem me recomendou que eu utilizasse um algoritmo gerador de senhas. Enrolei, mas finalmente implementei. Para os não acostumados a palavra “algoritmo” pode assustar, mas não é nenhum bicho de sete cabeças. É basicamente uma formulinha que você aplica baseada em alguma regra, que vai variar de site para site.

Como sou super legal, vou dar um exemplo. Naturalmente não é nada do que eu uso, mas é o suficiente para entender a brincadeira:

1- Escolha algo que tenha significado para você mas não o suficiente para ser óbvio, ou seja, nada de nomes ou datas. No exemplo vamos usar o ônibus que de longe mais peguei em minha vida: 875c (Lapa). Essa será a constante (c). Todas as minhas senhas terão 875c nelas. É uma constante abstrata o suficiente para ninguém tentar advinhar e mistura letras e números, o que dá uma complicada para softwares “do mal” tipo o skynet.

2- Crie uma regra baseada no nome do site. No exemplo será a quantidade de letras do domínio, essa será a variável (x).

3- Crie outra regra para outra variável, o (y). Isso serve para dar uma randomizada nas coisas. No caso (y) irá variar de acordo com se o domínio é .br ou não. Se for, (x) irá ao final da senha, senão irá no começo.

Abaixo explicito o exemplo em MafraScriptBR:

c = 875c;
x = quantitade de letras no nome do site;
y = tipo de domínio

fórmula {
se (y) == .br {
password == x875c;
}

senão {
password == 875cx;
}
}

Assim, a senha do Google seria “6875c”. Mas a do Submarino seria “875c9”. Então você pergunta: “Mas e o os meus fakes?”; para sites em que você tem mais de uma conta. Simples, crie na sua fórmula outra variável baseada no username também. Ter as senhas aparentemente parecidas assim pode não parecer seguro, mas é, e você ainda pode jogar caracteres especiais como # ou $ na brincadeira pra complicar ainda mais a vida. E pelo amor de deus nada de usar senhas como “segredo” ou “secret2”.

Espero ter ajudado pessoas que como eu sofriam com muitas senhas e ainda não tinham descoberto essa maravilha do mundo matemático.

itoken é uma merda

Postado em Junho 24, 2008

Eu era um feliz cliente itaú até ontem. Em todo o tempo que tenho conta lá, devo ter entrado em uma agência cerca de 4 vezes, sendo que uma delas foi para abrir a conta. Todo o tipo de transação possível eu realizo através da internet ou do telefone, e não tive problemas até ontem.

Semana passada recebi pelo correio o tal iToken, alardeado como a oitava maravilha do mundo da segurança. Um gerador infinito de códigos que cabe na palma de sua mão.

O problema começa na palma da mão. Ao invéz de ser um cartão que fica dentro da sua carteira, agenda ou case de PDA, é um chaveiro. Não o coloco com minhas chaves de casa pois fica muito gordo no bolso e chaves de casa são perdíveis. Não o coloco com a chave do carro pois um sujeito armado pode levá-la junto com meu iToken. Resta colocar dentro da minha mochila, mas faz barulho enquanto caminho, como se eu fosse uma adolescente fã de Hello Kitty cheia de chaveirinhos. Você pode dizer “ah, mas alguém também pode roubar sua carteira com o cartão de segurança dentro” - verdade, mas ao ter minha carteira roubada eu vou ligar em desespero para o banco de QUALQUER jeito, então não há esforço extra e a tristeza vai ser generalizada de qualquer maneira.

Pois bem. Ontem fui realizar um afobado pagamento, que acarretaria multa caso não fosse pago ontem. E qual a minha surpresa ao pressionar o miraculoso botão gerador de senhas infinitas e descobrir que o treco não ligava. Sim, após uma semana de recebimento e dois usos o iToken morreu. E fiquei sem pagar minha conta pois já era tarde demais.

Hoje então liguei para me informar sobre como adquirir um substituto. Fui instruído a ir a qualquer agência pois teriam reservas para essas eventualidades. A atendente da agência estava tão frustrada quanto eu, da esbórnia de 5 iTokens que ele recebera, 2 estavam quebrados; e os outros 3 já tinham achado dono. Paguei a conta no caixa e tornei a ligar no Itaú.

Exigi que um novo me fosse enviado pelo correio, pois tenho mais o que fazer do que ficar indo em agência ver se tem iTokens - mesmo que seja postar no blog ou assistir a um pornô. Então a mocinha me disse que o procedimento do banco é que seja feita uma solicitação em minha agência (e não qualquer uma) para então um dia eu pegar um novo. Bem, esse não é o meu procedimento.

Eu não solicitei esse que chegou em minha casa e ele chegou. Que raio de solicitação é essa? Teoricamente o iToken seria para aumentar minha comodidade e segurança e até agora só tem sido um inconveniente. Não só terei que me deslocar à minha agência (que de praxe não é perto nem de minha casa nem de meu trabalho) como ainda terei que esperar dias até a chegada do novo. E até lá? Vou ter que ficar indo em caixa pra realizar qualquer operação. Maravilha.

UPDATE: Estou com um iToken novo. Mas me custou quase uma hora de vida e um real de estacionamento. Haja saco.

ponto de vista

Postado em Junho 18, 2008

Ontem estava lendo um dos meus feeds preferidos, o da MAKE Magazine. Ele sempre mostra coisas malucas que pessoas com muita imaginação e tempo livre conseguem conceber, e outras novidades de tecnologia em geral voltada pra esse tipo de gente.

Encontrei um vídeo sensacional de um novo robô com movimentos programáveis. Na verdade, é menina, o que dá um charme extra ao brinquedo tecnológico. O vídeo e o texto acompanhantes destacavam a diversão de programar a robozinha e achei bastante divertido.

Mais tarde me falaram sobre uma bizarra namorada robótica a ser lançada no Japão. Que beijaria seu namorado/dono assim que ordenada, como toda boa namorada japonesa, certo? Hoje recebi o link da “reportagem” do Estadão.

Nota-se a clara necessidade de apelar. Na “reportagem” do conceituado jornal destaca-se o lado bizarro da novidade. Com aquela mensagem de “só japonês pra pensar numa bizarrice dessas”, como se dar beijinhos em homens solitários fosse a única função da boneca.

Se apurada direito, a “reportagem” contaria que o robô se chama EMA apenas no mercado japonês, seu nome original é Femisapiens; e que a fabricante não é a Sega Toys, mas sim a WowWee (que já tem vârios brinquedos robóticos [bb]em sua linha) - sendo a Sega Toys apenas a portadora para o mercado nipônico (assim como a Tec Toy fazia para a Sega aqui no Brasil).

Assim temos a disparidade das necessidades de divulgação de dois veículos. Um precisa passar o máximo de notícias e reportagens possível, na tentativa de sempre se manter na frente dos concorrentes. O que prejudica a qualidade da informação, já que não é propriamente apurada, é superficial, e apela para o mínimo denominador comum: O bizarro e o escárnio. Como o público em geral não se interessaria pelo assunto, é preciso agarrá-lo da maneira mais rápida e garantir sua presença.

Enquanto a outra já tem um foco temático, conhece seu público e fala apenas dos assuntos pertinentes à ele. Dentro disso comunica nas matérias apenas aquilo que se relaciona à ele.

É uma pena que o grande público ainda fique à mercê de meios como o do primeiro exemplo.

Para uma coleção de vídeos desse versátil robô, que faz muito mais do que apenas beijar suas bochechas, visite aqui.

esta é minha banda

Postado em Junho 11, 2008

1) Acesse http://en.wikipedia.org/wiki/Special:Random - o título da primeira página aleatória que aparecer será o nome da sua banda.
2) Vá pra http://www.quotationspage.com/random.php3 - as últimas quatro palavras da última frase da página formarão o título do seu disco.
3) Acesse http://www.flickr.com/explore/interesting/7days/ - a terceira foto, não importa qual seja, será a capa do seu disco.

Peguei no blog da Mi. E coloquei no Flickr também.

Crédito da foto:
www.flickr.com/photos/sgoralnick/2567881759/
Citação completa:
http://www.quotationspage.com/quote/1279.html

Gostei muito do resultado.